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Artigo: Divisor de Águas (atualizado)

Nas bodas de Canaã em João 2:1-11, a transformação da água em vinho é o primeiro registro dos muitos milagres de Jesus Cristo. E não um vinho qualquer, mas o bom vinho, revelando a sua glória. Inevitavelmente, as pessoas confundem esse ato de Jesus beber do bom vinho, que era novo, doce, recém-fabricado, ou seja, que começou o processo de fermentação e, portanto com pouco teor alcoólico, com embriagar-se ou usar outros tipos de drogas e alucinógenos.

A uva é muito rica em açúcar e a fermentação é justamente a transformação desse açúcar em álcool pelas bactérias, logo, assim que o processo de fabricação do vinho se incia a fermentação também começa. Mesmo alguns sucos caseiros hoje tem álcool, devido a fermentação e alguns industrializados podemos ver cristais no fundo de açúcar e produtos conservantes para evitar a fermentação. Esse vinho novo era armazenado em odres ou bolsas de couro que com o tempo expandia pelo processo de fermentação, quando todo açúcar for consumido o vinho estará bem mais alcoólico e o odre maior e tanto o odre como o vinho estarão velhos.

Beber é pecado? Não, só que algumas pessoas podem por não ter problema com bebida e outras não, pois perdem a cabeça e se tornam violentos, ou abandonam as responsabilidades (trabalho, família), traem as esposas, entre outras coisas. Ou mesmo como o meu caso, faz muito mal pra minha saúde, visto que a herança genética não é favorável, meu oncologista não recomenda que eu beba.

Muito afirmam e defendem que a administração de substancias psicotrópicas ou alcoólica seria natural de ocorrerem em todas as religiões e que o vinho envelhecido foi usado por Jesus. Justificar que o vinho usado por Jesus era pra “dar um gral” é no mínimo ignorância, ou dizer que a melhor forma de “aproveitar a vida” é com festas regadas a bebida, música alta e sacanagem.

A diversão das pessoas hoje é fumar, beber exageradamente e se drogar e curar a ressaca no dia seguinte. Já tive essa vida de baladas e bebidas que geralmente começavam na quinta, mas hoje graças a Deus estou livre disso, Jesus é o divisor de águas.

Graças à graça de Cristo, dizer “não” à qualquer droga é como dizer pra mim mesmo o versículo:

1ª Coríntios 6:12: ‘Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas convêm. Todas as coisas me são lícitas, mas eu não me deixarei dominar por nenhuma’.

Pessoas que querem derrubar a divindade de Jesus Cristo e da Palavra de Deus, usam passagens bíblicas soltas, para induzir pessoas que não conhecem a bíblia ao engano. A Palavra do próprio Deus é clara que não é pecado beber do bom vinho, doce, não alcoólico, mas é pecado entregar-se à bebida ou qualquer outra substância que altere sua noção da realidade que o faça cometer violência contra si, contra seu próximo e contra Deus.

Deus gosta de festa

Jesus se apresentou como novidade, revolucionário, quebrando as tradições antigas da religiosidade. Tudo que se sabia ou se experimentava sobre Deus, ganha uma nova dimensão a partir de Jesus. O cristianismo é a superação da religião. Jesus chega para derrubar tudo que foi construído antes e estabelece uma nova relação com Deus a partir d’Ele.

Esse primeiro milagre foi escolhido por João, através do Espírito Santo, para derrubar um dos pilares da estrutura religiosa judaica – a pratica das purificações cerimoniais, onde até hoje essa pratica é seguida, lavando-se antes e depois; e em alguns casos durante das refeições. Seguida por vários povos orientais, a purificação, antes de ser um ato de higiene, é um ato de higiene espiritual, purificando-se do que é sujo, para que limpos possamos nos aproximar de Deus que é puro e santo. Não praticar o ato da purificação cerimonial era semelhante ao pecado do contato com uma prostituta.

Jesus abre mão das praticas das purificações por usar as talhas de água reservada para as purificações para realizar o milagre do vinho. As festas de casamento judaicas duravam pelo menos uma semana, e os convidados que chegassem após o milagre, iriam aproximar-se das talhas e questionar ao mestre de cerimônias onde eles poderiam se purificar, que por sua vez diria que não há água para purificação, pois Jesus usou toda a água. E como o convidado poderia entrar na festa sem purificar-se? Teria que entrar sem se purificar mesmo, o que certamente causou um embaraço na festa para os religiosos. Jesus quando é convidado para uma festa certamente irá fazer uma festa conforme a vontade de Deus e não dos homens.

Você é um religioso?

Há inúmeras passagens onde Jesus derruba os pilares da religiosidade, como em João 2: 13-25, Jesus diz que derrubará o templo que foi construído em 46 anos e em seu lugar, em 3 dias, erguerá um novo templo, que é o corpo do próprio Cristo. Em João 4:7, Jesus pede a uma mulher samaritana para dar-Lhe de beber, sabe-se que os samaritanos eram impuros aos judeus. Em João 8, uma mulher pega em adultério pelos judeus é perdoada por Jesus, e nenhum deles a apedreja. Em João 9, um cego de nascença volta a enxergar, como explicado por Jesus, nem ele nem seus pais cometeram pecado para que ele viesse ao mundo cego.

Jesus é um divisor de águas e o Evangelho segundo João, é repleto de passagens que mostra a mudança que Cristo quer que seja feita, apontando a religiosidade das pessoas, e não só dos judeus, mas todos nós cristãos, que por vezes nos apegamos a tradições, costumes e hábitos. Jesus não quer ser popular, Ele quer ser seu Deus. O que fazemos com Cristo? Jesus só nos serve quando queremos algo, quando pedimos por coisas materiais ou para mudar nossos hábitos e vícios, mas não queremos larga-los como fez a mulher adultera, renunciando o pecado e não pecando mais. Nos só queremos o Seu poder para resolver nossos problemas, não O amamos de verdade. Transformamos assim de adoradores de Deus para religiosos, compramos tudo que tem Seu nome. Estamos fazendo apenas propaganda de Deus? Estamos banalizando sua palavra? Somos exemplo? Ou somos apenas tietes de Jesus Cristo®?

Por João Guilherme Barros

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